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Dia
seguinte, após o café da manhã, papai já tinha ido para a fábrica de bolachas,
mamãe às voltas com afazeres domésticos, eu fui saindo de fininho...
tinha subido a rua Prudente de Morais por dois quarteirões, passando pela casa
da Terezona (uma senhora espanhola) vi a Terezona estendendo roupa no varal e
cantarolando alegre; subi mais um pouco e encontrei o Dilão descendo, junto com
uma turma de meninos, correndo. Gritei para ele: Ô Dilão, onde vão com toda
essa pressa”, no que ele respondeu: “tamo indo nadar, vem co a gente”.
Juntei-me à tropa, correndo também para não ficar prá trás; ao passar por um
mangueiral um dos moleques gritou: mija, mija, mijarela, quem não mijar é uma
cadela. Parou um, pararam todos. Depois de todos “desaguarem” continuamos a
correr. Passamos pela chácara da dona Alzira e logo após, um barranco; descemos
o barranco, e ali estava o riacho (futuramente eu saberia que aquele riacho se
chamava Córrego Retiro Saudoso). Todos, sem nenhuma cerimônia foram se
despindo e pulando na água. Eu, sem jeito, fiquei olhando aquela festa.
Admirado e com vontade, mas sem coragem, continuei olhando. O Nando, irmão do
Dilão gritou: ô muleque, tira a roupa e pula n’agua. Aquele incentivo era o que
faltava. Tirei a camisa, o short, sapato não tinha, e, pulei... Ah! Mas que
farra boa...
Farra boa estás fazendo em nosso coração com estas recordações... obrigado!
ResponderExcluirValeu, Mano!
ResponderExcluirSensacional!!!!! Senti como se eu estivesse assistindo a uma linda cena cinematográfica cujo protagonista é simplesmente meu pai!
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